
Completei ontem 36 semanas de gravidez. É assustador, e ao mesmo tempo fascinante, pensar que falta já tão pouco tempo para que a minha filha nasça. Falta tão pouco, se for a pensar, que precisar o número de semanas, agora, não parece já tão essencial, quase como se a contagem dos dias fosse irrelevante, escusada. "É a qualquer momento", dizem-me com um sorriso; eu engulo em seco a ansiedade que me percorre, e sorrio também.
A verdade é que trago sempre comigo a sensação de que pode acontecer mesmo a qualquer altura, tudo; tenho-a sempre presente, a esta ideia latente de que a minha vida está prestes a mudar, de que algo inexplicável está para acontecer. Talvez a melhor forma de o resumir seja esta: sinto que estou perto de nascer de novo.
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